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22 de abril de 2021 por Diego Weingaertner

Fé em que(m)..? (conclusão)

Fé em que(m)..? (conclusão)
22 de abril de 2021 por Diego Weingaertner

REF/RM.11:1-36

No primeiro dos três textos (Fogão a lenha), o trecho de referência é Tiago 2:14-26. O que temos para discutir desse trecho é a Fé sem obras e, para isso, vamos focar no versículo 19: “Até os demônios creêm…“
A Fé que iremos tratar hoje e sobre a qual Tiago fala, não tem relação alguma com ACREDITAR. Tiago deixa isso bem claro ao usar o argumento dos demônios, que é tão direto que não haveria necessidade de nós nos aprofundarmos, mas por conta do ponto que pretendo chegar, terei que falar um pouco mais sobre o assunto.

A crença dependente de nós, a fé não!

Estava claro na mente do Caio que chegaria o dia em que ele seria o responsável por manter aquele fogão aceso. Por conta disso tamanho orgulho de si ao conseguir executar a tarefa certinho já no primeiro dia.
O pai também estava orgulhoso do seu filho, mas até onde seus olhos enxergavam, a imagem que viam era de uma criança que havia passado por um trauma, sobrevivido e que agora estava vencendo seus medos. Certamente não passou pela mente do pai a ideia de que estava preparando seu caçula para no momento certo “entregar o manto“.

No coração do Caio aquilo significava muito mais.

Realizar aquela tarefa era tão importante, que o restante nem chegou a fazer parte da equação. Medo, acidente, seus braços… NADA ALÉM DA TAREFA! Só que existe mais um outro ponto muito importante nessa história. Caio tinha uma tarefa, ele a cumpriu e por conta disso ficou muito feliz, mas ele não se esqueceu de quem ele era:

“…nesse dia estaria preparado para assumir a função para qual o pai o tinha preparado desde pequeno.””

O sucesso do fogão aceso não o fez esquecer de que estava sendo treinado. E reconhecer que está sendo treinado, é reconhecer a autoridade do treinador.

A crença nasce nos olhos e neles termina. Mas a fé domina a alma!

Pela lógica, Caio não deveria conseguir pegar um machado, corta aquela árvore e carregar as madeiras para abastecer o fogo. Se ele OLHASSE a sua realidade, haveria dúvida, medo, raiva… Talvez ele nem sairía da cama.
Porém a Fé domina a alma! Não sobra espaço para outras coisas. É por isso que a Fé se prova nas obras. Aqueles que têm Fé, agem! Pois sabem que a Fé não depende deles, não vem deles e não têm fim neles mesmo.
Assim como a boca fala o que há no coração, o corpo transborda o que está na alma. Ou seja, aquele que não faz, não tem Fé.

No segundo texto (A segunda curva) a referência dada foi Mateus 14:22-36. Pedro também tinha uma tarefa e o primeiro ponto que podemos observar é que sua Fé partiu dos seus olhos e não da sua alma:

“…se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas”.

Antes mesmo de Pedro por o primeiro pé na água, ele já havia falhado na sua tarefa e foi o mesmo motivo pelo qual o Pai também falhou. Claro que o pai não imaginava quão importante aquela tarefa era para seu filho, tão pouco notou o tamanho da Fé que ele teve. Do mesmo modo, Pedro já falhou quando achou mais provável que era um fantasma na água do que Jesus. A fé que nasce dos olhos cegou tanto o pai, quanto cegou Pedro, assim fez os dois desviarem o foco do ALVO e concentrarem nos problemas, nas dificuldades, no medo… A dúvida tomou conta.
Para o pai, o sucesso do filho foi uma surpresa tanto quanto a onda foi para Pedro, pois…

Pelo que estavam VENDO, não seria possível.

Enfim, o terceiro texto (O dia chegou) usa como referência Mateus 19:14

“…Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”.

O medo cega e gera orgulho. Apesar de estar claro que esses cafés da manhã eram dedicados a agradecer pela vida, os pais tinham tanto medo de tocar no assunto “acidente” que não conseguiram notar o que estava bem na frente dos seus olhos. Não admitir quem eram, tornou a vida tão complexa a ponto de não haver mais espaço na alma para a Fé.
Não foi a toa o alivio quando Angela explicou o que estava acontecendo para Caio. Finalmente a ferida poderia começar a ser limpa e então curada. A sinceridade, a simplicidade, a confiança e a clareza no coração de Caio fizeram com que o menos provável da família (o que mais “perdeu”), fosse o quem mais tinha Fé e por isso o único que não carregava nenhum peso.

A salvação é somente pela GRAÇA mediante a Fé e a Fé vem de Deus.

pois Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas.

Essa Fé é dada para aqueles que deixam as feridas serem limpas. Que possuem espaço na alma, pois não carregam em si o peso e as dúvidas que a vida traz…

Aqueles que são como o Caio, APENAS UMA CRIANÇA!

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1 comment

Jessica disse:
22 de abril de 2021 às 19:29

Legal! Muito boa a explicação, clara e direta.

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